(via calma-n-a-alma)


Agora aí está você, jogado em um canto, completamente inalcançável já que eu me encontro no oposto. Tuas mãos sequer arriscam encontrar as minhas. Está com medo das faíscas, não é? Eu sei, você vive com esse orgulho inflamado aí dentro, esse medo de ser feliz, de se apegar, de se jogar. E é por isso que agora você já não me tem mais. É por isso que você me perdeu. Não tem força o suficiente para entrar nessa comigo. Mas eu sei que não está sendo fácil pra você. Sei que fiz um rebuliço aí dentro. Olhe aqui, nos meus olhos e admita. Admita que eu te mudei de forma que você já não sabe mais o que fazer sem meu jeito despojado e o amor fugaz que sempre fez muito por nós dois. Admita, não faz mal, admita que você está aí, perdido, sem saber pra onde ir, já que eu sempre guiei teus passos. Já que eu sempre fiz tudo por nós dois. E você… Teve medo. Sempre esse medo fajuto. E o teu medo de me deixar fazer parte da tua vida, foi maior do que o de me perder. Sabe o que é isso? Egoísmo. Você está desprovido de qualquer coisa que tenha a ver comigo e isso te machuca, eu sei que sim. Eu sei que você está fingindo que está tudo bem, enquanto aí dentro, eclodem todos os beijos que te dei, todas as palavras que te disse, todos os planos que você fez questão de estraçalhar como pedregulhos. Sei que quando você deita a cabeça no travesseiro, tu chora. Você não é forte o suficiente para segurar as lágrimas, eu te conheço. Conheço tão bem, que sei que aqui é o nosso fim. Que, por mais que você esteja destruído, você não irá correr atrás. Você não irá lutar por mim. E eu… Também ficarei aqui, no meu canto, no canto oposto do teu. Dessa vez não irei tomar partido. Não irei te procurar. Dessa vez, deixarei o ponto final reinar por si só. (icanbeyourcocaine)


Mas nenhum cara no mundo tem isso. Esse teu jeito que consegue me ganhar só com um olhar. Esse teu sorriso que me dá vontade de correr e abraçar o universo inteiro. É completamente abominante o fato de que eu sou tua, mesmo quando cada milímetro do meu corpo quer distância de qualquer coisa que tenha ligação a você. Eu te quero, te espero, te necessito. Me diz, o que diabos tua voz tem, que me faz querer te cuidar até que não me reste mais forças? Eu sou uma eterna apaixonada pela tua pinta na nuca, pelo teu chinelo encardido e velho, pela tua camiseta do Nirvana, pelo teu sorriso torto, por teus olhos negros. Você sabe tão bem quanto eu, que me amedronta o fato de gostar um pouco demais de nós dois. Mas, não posso negar, eu curto o modo como nossas mãos se encaixam. O jeito como todo o resto fica pequeno e despercebido quando teus olhos me notam. Eu gosto de nós. Mais do que deveria. Germana K. (icanbeyourcocaine)


Só queria te falar, que ver o tempo passar já não me assusta tanto assim. Que deitar no travesseiro à noite, sem sono, não é mais algo traumático. Só queria te falar que eu consigo ouvir qualquer música sem me lembrar de nós dois, que ver tuas mensagens não me fazem chorar e que, vez ou outra, quando tenho que me deparar com notícias tua, as mesmas não me abalam mais. Só saiba que, não dói mais. Não machuca mais. Não arde mais. Conversar contigo já não me traz qualquer sensação anestesiante como antes, já não me faz plena. Veja bem, não estou cem por cento feliz como quando eu te conheci, mas também não trago mais aquela melancolia barata que me acompanhava desde aquele maldito sábado a noite que o céu desabou sobre nossas cabeças. Senti sua falta, e praticamente morri por conta disso. Você me destruiu de certo modo, e eu te culpei por isso todas as noites infernais em que passei remoendo os meses em que estivemos juntos. Mas agora, garoto, agora eu te liberto. Agora, definitivamente, eu decreto o nosso fim. Compreendo que dizer que te esqueci, vai um pouco além do que eu posso suportar, mas fico então com o “não-penso-mais-em-você”. Não quero mais você. Não gosto mais de você. Não sonho mais com o dia em que as coisas possam se acertar novamente. Eu aceitei o nosso fim, digeri a ideia de que amei a pessoa mais estúpida da face da terra, de que a mesma não merecia um tiquinho sequer de tudo o que eu me sujeitei a sentir. Já ultrapassei da época em que ouvir teu nome enchia-me de uma tristeza estúpida, uma vontade de correr pra longe de tudo o que pudesse me trazer de volta a você. Agora, lembrar de nós dois, torna-se algo tão natural e indolor que não me traz sensação alguma. Nenhuma pontinha de arrependimento, amor, admiração ou qualquer outra coisa. Só uma saudadezinha que não faz diferença alguma, que não machuca, que altera absolutamente nada. Aquela agulha pequena que cutuca o coração e te faz pensar “puts, faz tanto tempo!”, que te possibilita dar alguns sorrisos insignificantes. Nada muda. Nem saber que possivelmente você sente minha falta também. Já era, acabou. Só queria que você soubesse que lembrar de você não machuca mais. Só isso. Se eu fui algo pra ti, isso vai significar alguma coisa. Eu estou bem, pela primeira vez depois de você. Germana K. (icanbeyourcocaine)


Você nunca teve medo. Nem de me perder, nem de que eu seguisse em frente, de que eu enjoasse das tuas birras rotineiras e infantis. Você nunca arqueou a sobrancelha esquerda quando eu observava outro homem, como quando você fazia quando estava preocupado com alguma coisa pessoal. Você nunca sentiu ciúme dos meus amigos, nem de quando eu saía nas sextas-feiras sozinha. Você nunca beijou o meu pescoço e me apertou tão forte que poderia fazer com que as minhas costelas estralassem. Foi falta de cuidado, é isso? Você não se importava tanto quanto eu me importava contigo? Tanto faz. Não que agora já não faça diferença, mas é que… Já passou, não é? Nós não vamos voltar a ser como antes. E isso é exaustivo. Frustrante. Você não sabe mais nada sobre mim. Não sabe de como o meu gosto musical mudou, de que deixei minhas unhas crescerem; você não viu o meu novo corte de cabelo, meu novo sorriso, minhas novas roupas. Você não sabe de como minhas novas amizades te agradariam, da minha nova bebida favorita, ou dos filmes que eu passei a gostar. E o mais importante e relevante: Você não sabe do quanto eu ainda sinto a sua falta. De como eu não consigo mais preencher os meus buracos. De como as noites estão vazias, os dias longos. Do quanto eu me esforcei para me tornar uma pessoa melhor do que era antes, pra você perceber que melhor do que eu não se encontra em qualquer lugar por aí. Mas minhas tentativas sempre foram falhas quando se trata de você. Nada te toca fundo, nada te marca, nada te faz olhar pra trás. Nada é bom o suficiente para te prender. E esse foi o meu erro: pensar que eu poderia te fazer ficar. E foi tão inútil. Nós nunca daríamos certo, de qualquer outra forma. Você poderia ter me amado certo, ter arqueado a sobrancelha esquerda, me abraçado até que minhas costelas estralassem. Tanto faz, não daria. Eu não fui feita pra você. Eu erro, eu tropeço, eu tenho um sorriso torto. E você… é um pedaço do paraíso, droga. Você gosta de voar, e de alçar vôos altos, de nunca mais voltar. E eu sou a garota que é dona duma bagunça interna enlouquecedora. Eu impus obstáculos quando você procurava comodidade. Só não venha dizer que também não sentiu. Que não te fez falta o meu jeito atrapalhado, a minha risada que te fazia sorrir, a minha franja que nunca se ajeitou. Mas você está bem onde está, fazendo suas coisas, retomando a sua rotina, bem, pleno, sem sentir minha falta. Sem deitar na cama com os olhos fechados tentando memorizar os últimos detalhes que ficaram intactos de nós dois. Eu sei que não. Você não é um idiota como eu costumo ser. Taí, essa é a nossa diferença: Você consegue encerrar ciclos, enquanto eu me prendo neles. Tentando voltar praquilo que não deveria mais fazer diferença. Você não fica infeliz quando pensa em mim, e eu fico devastada quando lembro de você. Você não procura meu perfume em outras, dorme com outras, sorri, ri, segue em frente, me esquece… Você vive, eu sobrevivo. Germana K. (icanbeyourcocaine)

Você foi agridoce.
Eu nunca vou conseguir explicar algo sobre o que tivemos pra alguém, não por não querer e sim por não saber, não consigo limitar nossa história em palavras, era muito nosso e de certa forma isso ainda me pertence, ainda lembro das tuas cartas, das tuas mensagens, das tuas frases, eu não lembro do teu rosto, do teu corpo, do teu cheiro, do cabelo, de nada além das tuas palavras.
E foi por isso que eu me apaixonei, pelas tuas palavras, pois convenhando que fisicamente você era ridiculo assim como o que você fez com o que nos tinhamos… Foi ridiculo, foi muleque. Mas quer saber? Isso não importa mais, e nem vai importar.
Me agradeça pois eu consegui guardar o teu melhor. Sempre vou te lembrar.
Eu fui “a mulher mais foda” que tu já conheceu, eu não esqueço do que você me falava, recebi tantos elogios, viajamos tantos nas nossas ideias, coisas que vão pertencer só a nós dois. Você foi especial, e porra, você também foi um cara foda.
Você vai ser lembrado de forma saudavél, assim como deves lembrar de mim.


